Cantor já tentou a carreira de ator, mas hoje pensa em se dedicar somente à música
Jerry Smith
Lívia Elektra

Nascido na Bahia, mas criado na correria de São Paulo, Jerry Smith, ou para os íntimos, Rodrigo Silva, viu sua vida dar uma guinada inesperada de uma hora pra outra, quando lançou seu primeiro hit ‘Bumbum Granda’ com MC Zaac. O funk ganhou não só repercussão nacional, como também internacional, chegando a alcançar o topo das paradas musicais da gringa. Por conta disso, a canção ganhou algumas versões estrangeiras. Ele já foi aprendiz de barbeiro, tentou ser um craque do futebol de sucesso e até chegou a investir na carreira de ator. Mas não teve jeito. Foi na música que o artista descobriu seu maior talento. Hoje, ele diz que não pensa em voltar a investir na atuação, mas garante estar de portas abertas para qualquer convite ou oportunidade no meio.

Qual seu verdadeiro nome?

Rodrigo Silva dos Santos.

Por que escolher Jerry Smith como nome artístico?

O nome Jerry Smith surgiu porque eu procurava um nome artístico diferente e que ao mesmo tempo eu me identificasse. Busquei vários nomes, pedi ajuda para as pessoas mais próximas a mim e, no fim gostei do nome Jerry, inspirado no desenho Tom e Jerry. Mas sentia que faltava algo. Na época eu estava assistindo muito a série ‘Um Maluco no Pedaço’, então juntei o Jerry com o Smith. Ficando assim Jerry Smith.

Por que optar por essa voz imponente na hora de cantar?

A técnica vocal ajuda muito, mas meu timbre é grave. Não imposto muito a voz não… É meio que natural mesmo.

Consegue cantar outros ritmos com a mesma voz?

Sim. Sempre busco aumentar meus conhecimentos vocais e aprender a usar a voz em determinados sons. É muito diferente fazer uma parada mais melódica de uma mais falada.

Falando em outros ritmos, veremos novas parcerias fora do funk?

Já rolou… Gravei ‘Quem me dera’ com a Márcia Fellipe, que é uma grande representante do forró na atualidade e a galera curtiu muito. Em menos de 10 dias de divulgação da música, já tínhamos alcançado os 10 milhões de visualizações no Youtube e agora já ultrapassamos os 25 milhões.

Consegue cantar, dançar e manter a mesma voz diferentona?

Trabalho duro pra isso (risos). Mas quando fazemos aquilo que gostamos fica fácil se aperfeiçoar.

Imaginava que suas músicas virariam hits e estariam na boca do povo por todo o Brasil?

Acho que todo mundo que se lança nesse caminho espera um dia ver suas canções na boca da galera. Estou muito feliz com esse reconhecimento por onde tenho me apresentado.

Em que momento você notou que de fato a fama chegou até você?

Quando ‘Bumbum Granada’, que gravei com MC Zaac explodiu em todo Brasil e alcançou o topo das paradas em outros países.

O arrocha funk te fez ser conhecido no país todo. Pretende investir mais nesse ritmo?

Não quero me prender a um único estilo e nem me estigmatizar em um segmento específico, mas receitas de sucessos tendem a ser repetidas (risos).

‘Bumbum Granada’ foi o divisor de águas da sua vida?

O impacto foi muito grande, mudou totalmente a minha vida e a minha carreira. De uma hora pra outra eu estava conhecido no Brasil inteiro, com entrevistas, reuniões e casas de shows lotadas para assistir nosso show ( com o MC Zaac). Foi realmente uma mudança rápida.

Você é baiano, mas mora em São Paulo. Essa mudança foi por conta da carreira?

Não, vim para o sudeste ainda criança.

É verdade que você já foi barbeiro? Sua sobrancelha é você mesmo que faz?

Eu estava como aprendiz de barbeiro quando ‘Bumbum Granada’ estourou e modificou minha vida toda. Fazia, hoje não faço mais.

Você é muito vaidoso?

Gosto de me cuidar, comer bem, me exercitar, cuidar da saúde. Hoje minha voz, meu corpo, são instrumentos de trabalho. É preciso dar atenção e cuidado para ambos.

Já tentou outra profissão além de barbeiro e cantor?

Já sim, na mesma época que estava trabalhando como barbeiro, estava investindo no teatro (risos).

Tem vontade de investir na carreira de ator?

Olha que gosto muito da atuação, mas quero fortalecer ainda mais o meu trabalho como cantor. Se acontecer um convite, claro, não irei recusar.

De onde você é?

Nasci no estado da Bahia, na cidade de Una, em 6 de julho de 1994.

Quem é o Jerry Smith por trás dos microfones?

É o Rodrigo, pé no chão, esforçado, sonhador e acima de tudo um lutador.

Qual palavra te define?

Determinação.

Consegue resumir um pouco da sua vida antes de se tornar o Jerry Smith?

Eu jogava futebol e em nenhum momento passava na minha cabeça que eu me tornaria cantor, porém, desde muito novo sempre admirei quem era reconhecido por ter o talento, de fazer algo melhor que a média faz e viver daquilo. Ser famoso por jogar futebol, ser acima da média dos jogadores e viver daquilo? Uau, eu quero ser isso. Depois que desisti da carreira de jogador de futebol, busquei a música. No mesmo ano que nasceu a dupla Zaac e Jerry, em 2015, comecei a fazer teatro e até algumas apresentações. Em 2016 veio o hit ‘Bumbum Granada’ que tomou conta do Brasil todo. Assim, não consegui dar continuidade ao teatro e foquei somente na música.

O que te tira do sério?

Traição e mentira.

Namorando, solteiro ou enrolado?

Solteiro.

Planos para casamento e filhos?

Quero sim, casar e ter filhos. Quero muito formar uma família.

O que você não vive sem?

Música.

Você é muito assediado nas ruas ou dá pra andar e passar batido?

Passar batido, graças a Deus em alguns lugares impossível (risos). Estou muito feliz com as minhas conquistas e passar nas ruas e despertar a atenção de alguém é sinal que meu trabalho está dando certo!

Pode adiantar algum projeto que esteja vindo por aí?

No dia 31, lancei o vídeo do hit ‘Vou falar pra Tu’ no YouTube. Desde que a música foi divulgada a galera estava pedindo e consegui fazer esse clipe para meus fãs.

Você esperava que ‘Kikadinha’ fosse viralizar dessa forma?

Lançamos em junho e foi um sucesso. Viralizou rapidinho e fiquei muito feliz com tudo isso.

Como sua família reagiu a todo esse sucesso?

Muito bem. Estão me apoiando, estão do meu lado sempre e isso só me fortalece!

Agora com uma condição melhor, você consegue ajudá-los?

Sim, mas não acho que é ajuda. Acho que é minha parte. Cada um faz o seu para que o bem comum seja maior e melhor. Minha mãe sempre está do meu lado, me incentivando e ela merece o meu melhor.

Qual seu maior feito com o dinheiro fruto do seu trabalho na música?

Ter comprado uma casa para minha mãe.

Hoje você tem algum sonho que ainda falta realizar?

Profissionalmente ainda tenho muita coisa para alcançar e estou trabalhando muito para isso.

Teve gente se aproximando de você por interesse? Você sente isso? E como lida com isso?

É normal encontrar pessoas interesseiras em qualquer lugar, profissão, etc. O melhor é estar ligado e tomar cuidado para não ser prejudicado por essas pessoas.

Tem alguma curiosidade sobre você que pouca gente ou quase ninguém sabe sobre você?

E quem não tem? Sou muito ansioso, mas estou buscando melhorar isso!

 

 

LeoDias

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