Após ataques aéreos direcionados ao Irã e países do Oriente Médio, a federação iraniana, segundo o jornal Marca, considera desistir de participar da Copa do Mundo de 2026. Os mísseis foram disparados pelos Estados Unidos, um dos países-sede do Mundial (ao lado de México e Canadá), e por Israel. A FIFA, por meio de seu secretário-geral Mattias Grafstrom, comunicou que monitora a situação de perto, garantindo a segurança de todos os participantes durante a competição.
Meses antes dos ataques, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia informado que torcedores de diversos países, incluindo o Irã, seriam impedidos de viajar para os EUA para assistir aos jogos da Copa do Mundo, com cidadãos iranianos proibidos de entrar no país desde meados de 2025. Contudo, em reunião com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, foi garantido que jogadores e membros da comissão técnica teriam permissão para viajar e disputar as partidas no país.
A seleção iraniana foi sorteada para o Grupo G, tendo todos os jogos da fase de grupos concentrados na costa oeste dos Estados Unidos. A equipe estreia em 15 de junho às 22h (de Brasília) contra a Nova Zelândia no SoFi Stadium, em Inglewood (Califórnia). Na segunda rodada, enfrentará a Bélgica em 21 de junho às 16h (de Brasília), novamente no SoFi Stadium. A participação na fase inicial será encerrada contra o Egito em 27 de junho à 0h (de Brasília), no Seattle Field.
Até o momento, nem a FIFA nem a seleção iraniana confirmaram oficialmente a desistência do país do Mundial ou a alteração das sedes de suas partidas.
Precedentes Históricos em Copas do Mundo
Caso o Irã opte pela desistência, não seria a primeira vez que uma seleção abdica da competição por questões geopolíticas. Em 1934, o Uruguai, então campeão mundial, recusou-se a ir à Itália após países europeus boicotarem a Copa de 1930 em seu território. Em 1938, Uruguai e Argentina fizeram o mesmo na França. A Índia desistiu em 1950 por não considerar o torneio prioritário. Em 1958, Turquia, Indonésia, Egito e Sudão boicotaram as eliminatórias após a FIFA incluir Israel como representante asiático. Em 1966, todas as seleções africanas se retiraram após a África do Sul, suspensa pelo Apartheid, ser incluída nas eliminatórias asiáticas. Em 1974, a União Soviética negou-se a viajar ao Chile para a repescagem após o golpe militar que derrubou Salvador Allende.
