Polícia: Manobrista sem qualificação preparava produtos de piscina em academia

O manobrista responsável pela mistura de cloro na piscina da academia onde Juliana Bassetto, de 27 anos, sofreu uma intoxicação fatal, não possuía qualificação para prestar o serviço, conforme confirmado pelo delegado Alexandre Bento do 42º Distrito Policial. Em depoimento, o próprio rapaz admitiu não ser habilitado nem ter curso de piscineiro.

Segundo relatos de alunos e do gerente à polícia, o manobrista era encarregado de preparar as misturas químicas. Ele seguia instruções de um dos sócios proprietários da academia via WhatsApp, deixando o produto pronto na borda da piscina para que professores o adicionassem à água ao final do dia, para agir durante a noite.

Em decorrência da intoxicação na piscina, Juliana faleceu após sofrer uma parada cardíaca, e outras cinco pessoas foram hospitalizadas. As vítimas, que participavam de uma aula de natação, relataram forte odor químico, ardência nos olhos, nariz e pulmões, além de vômitos. Entre os internados, um adolescente de 14 anos apresentou complicações pulmonares graves.

A defesa do manobrista alegou que ele apenas "obedeceu ordens", sendo uma "ferramenta" no caso. A advogada Bárbara Bonvizini destacou que seu cliente trabalhava no estabelecimento há três anos e fez a mistura a mando de alguém, expressando condolências à família da vítima e interesse em esclarecer os fatos.

Após o incidente, os responsáveis pela Academia C4 GYM fecharam o estabelecimento e o abandonaram sem comunicação à polícia, exigindo que o imóvel fosse arrombado para a perícia do Instituto de Criminalística e do Corpo de Bombeiros. Em nota, a direção da academia lamentou o ocorrido, afirmou ter prestado atendimento imediato aos envolvidos e estar colaborando com as autoridades.

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