A revelação de Simone Mendes sobre o tratamento de crescimento de seu filho primogênito, Henry, de 11 anos, que já apresentou um crescimento de 4 centímetros em seis meses, gerou questionamentos. A endocrinologista pediátrica Amanda Soeiro esclarece as indicações e o processo de acompanhamento médico para o crescimento.
O tratamento para estimular o crescimento não é indicado por razões estéticas ou por simples desejo de aumentar a altura. Ele é recomendado exclusivamente quando há uma causa médica que compromete o desenvolvimento, como deficiência do hormônio do crescimento, síndrome de Turner, crianças que nasceram pequenas para a idade gestacional e não recuperaram o crescimento, ou certas doenças crônicas. Antes de qualquer indicação, é essencial uma avaliação completa da curva de crescimento, histórico familiar e exames específicos.
Sinais que Indicam Necessidade de Investigação
Pais e pediatras devem estar atentos a sinais como queda na velocidade de crescimento, mudança na posição da criança na curva de crescimento ou estatura significativamente abaixo da esperada para a altura dos pais. Por exemplo, uma criança de 5 anos deve crescer cerca de 5 a 7 cm anualmente; um crescimento inferior a este período merece investigação médica.
A genética exerce grande influência na altura final, respondendo por aproximadamente 80%. Durante a avaliação clínica, calcula-se a altura alvo familiar, baseada na estatura dos pais, para estimar a faixa de altura esperada. Contudo, fatores hormonais, nutricionais e a presença de doenças também podem interferir no processo de crescimento.
O Processo de Investigação Médica
Para identificar fatores que afetam o crescimento, os médicos solicitam uma série de exames que avaliam o desenvolvimento ósseo e hormonal. Isso inclui radiografia de idade óssea, exames hormonais, dosagem de IGF-1, avaliação da tireoide e investigação de doenças crônicas, além de testes de estímulo hormonal, cuja escolha depende da história clínica e da avaliação médica.
A idade óssea, determinada por radiografia da mão e punho, é uma ferramenta essencial no processo de investigação. Ela indica a maturação dos ossos, auxiliando a estimar o potencial de crescimento restante e a tomar decisões sobre tratamentos. A altura provável na vida adulta é estimada com base na estatura dos pais, na curva de crescimento da criança e na idade óssea.
