Petróleo Dispara em Meio a Conflito no Oriente Médio e Restrições de Oferta

Os preços do petróleo registraram alta significativa, prolongando um rali, devido à escalada do conflito entre os EUA, Israel e Irã, que tem interrompido o abastecimento e o transporte. Produtores importantes reduziram a produção, enquanto outros tomaram medidas para garantir a segurança da oferta.

O petróleo Brent subiu 2,5%, atingindo US$ 83,44 por barril, em sua quinta sessão consecutiva de ganhos. O petróleo WTI (West Texas Intermediate) dos EUA também avançou 3,0%, chegando a US$ 76,92 por barril.

O mercado de petróleo está se tornando mais restrito. O governo chinês instruiu as maiores refinarias a suspender as exportações de diesel e gasolina, conforme destacou o analista da PVM, John Evans. Além disso, duas refinarias na China e na Índia fecharam suas unidades de petróleo bruto após a interrupção no abastecimento do Oriente Médio, do qual ambos os países dependem.

A perspectiva de menor oferta nos mercados de combustíveis impulsionou os futuros do diesel europeu para US$ 1.130, o nível mais alto desde outubro de 2022. Analistas do ANZ indicaram que os mercados de petróleo bruto permanecem tensos, enfrentando riscos contínuos de abastecimento após os ataques no Oriente Médio, com preocupações focadas nos fluxos comerciais através do Estreito de Ormuz.

Ataques a petroleiros continuaram; o Sonangol Namibe, com bandeira das Bahamas, relatou ter tido seu casco perfurado após uma explosão perto do porto de Khor al Zubair, no Iraque. Aproximadamente 300 petroleiros permanecem no Estreito de Ormuz, com o tráfego de embarcações quase paralisado desde o início da guerra, segundo dados da Vortexa e Kpler.

O Irã lançou mísseis contra Israel, intensificando o conflito que já havia visto um submarino americano afundar um navio de guerra iraniano e as defesas aéreas da OTAN destruírem um míssil balístico iraniano. Essas tensões geopolíticas impactam diretamente a segurança do fornecimento de energia.

Analistas do J.P. Morgan alertaram que os suprimentos de petróleo bruto do Iraque e do Kuwait podem ser interrompidos em poucos dias se o Estreito de Ormuz permanecer fechado, reduzindo potencialmente 3,3 milhões de barris por dia (bpd) até o oitavo dia do conflito. O Iraque, segundo maior produtor de petróleo da OPEP, já reduziu sua produção em quase 1,5 milhão de bpd por falta de armazenamento e rota de exportação. Além disso, o Catar, maior produtor de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações de gás, com a normalização dos volumes podendo levar ao menos um mês.

Related posts

Leave a Comment