Polícia do Rio busca quatro suspeitos de estupro coletivo em Copacabana

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está à procura de quatro jovens, identificados como Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18), Vitor Hugo Oliveira Simonin (18), Mattheus Veríssimo Zoel Martins (19) e João Gabriel Xavier Bertho (19), acusados de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana. Um menor de 17 anos, ex-namorado da vítima e suposto mentor da “emboscada”, também é investigado, tendo sua identidade preservada. O Disque-Denúncia divulgou a identidade dos maiores para auxiliar na localização dos foragidos.

A investigação revela que a ação foi planejada pelo ex-namorado, que convidou a vítima para um encontro no apartamento. Segundo o delegado Ângelo Lages, após a adolescente chegar ao local, o quarto foi invadido pelos outros quatro rapazes, que praticaram violência sexual, agressões físicas e psicológicas. O crime ocorreu em 31 de janeiro, e imagens de segurança do prédio, além de mensagens trocadas por aplicativo, são parte das provas anexadas ao inquérito.

O laudo do exame de corpo de delito apontou infiltrado hemorrágico, escoriação e sangue na região genital, além de equimoses nas regiões dorsal e glútea da vítima. Após acompanhar a adolescente até a saída do edifício, o menor retornou ao apartamento com gestos interpretados como de comemoração pelos investigadores.

O Colégio Pedro II, onde dois dos investigados eram estudantes, comunicou o desligamento dos envolvidos. O Serrano Football Club também afastou João Gabriel Xavier Bertho, que era atleta do clube. A Polícia deflagrou a operação "Não é Não" em 27 de janeiro para cumprir os mandados de prisão preventiva dos quatro maiores, expedidos pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes, mas eles não foram encontrados. Para o menor, foi expedido mandado de busca e apreensão, com apuração a cargo da Vara da Infância e da Adolescência.

A defesa de João Gabriel Bertho nega o crime de estupro, afirmando que decisões judiciais anteriores haviam negado o pedido de prisão preventiva e que mensagens de texto indicariam que a jovem estava ciente da presença de outros rapazes na casa.

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