O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ao jornal britânico "Daily Mail" que o conflito com o Irã deve se estender por aproximadamente quatro semanas, afirmando que este sempre foi o cálculo para o processo. Trump também se mostrou aberto a retomar conversas com os iranianos, embora sem especificar um prazo, e mencionou à revista "The Atlantic" que a nova liderança do país indicou disposição para negociar sobre o programa nuclear, lamentando a demora deles em buscar o diálogo.
O presidente americano revelou que parte dos negociadores iranianos envolvidos em tratativas recentes faleceu nos ataques, descrevendo o evento como um "grande golpe". Ele expressou acreditar na possibilidade de uma mudança interna no Irã, citando relatos de celebrações nas ruas e manifestações de apoio da diáspora em cidades como Nova York e Los Angeles. Apesar disso, Trump classificou a situação como muito perigosa, alertando sobre a queda de bombas mesmo em meio a manifestações de felicidade.
Mediação de Omã e Posição Iraniana
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, comunicou ao chanceler de Omã, Badr Albusaidi, a abertura de Teerã para "esforços sérios" visando reduzir a tensão após os ataques de Israel e dos Estados Unidos. A conversa telefônica foi relatada pelo Ministério das Relações Exteriores de Omã. Albusaidi defendeu um cessar-fogo e a retomada do diálogo para atender às demandas legítimas de todas as partes, reforçando o papel de Omã como mediador nas negociações nucleares entre EUA e Irã.
Ataques de EUA e Israel ao Irã
Estados Unidos e Israel lançaram um ataque de grande escala contra o Irã no sábado, 28, resultando em 201 mortos e 747 feridos, conforme informações da imprensa iraniana e do Crescente Vermelho. Explosões foram registradas em Teerã e outras cidades, e o Irã retaliou com mísseis contra Israel e bases americanas no Oriente Médio, onde o Exército dos EUA reportou danos mínimos e nenhum militar ferido. O Estreito de Ormuz foi fechado por segurança. Em pronunciamento, o primeiro-ministro israelense Netanyahu confirmou a morte de comandantes da Guarda Revolucionária e funcionários ligados ao programa nuclear iraniano, prometendo milhares de alvos e apelando à população iraniana para se levantar contra o regime, ecoando a mensagem de "ajuda" de Donald Trump.
