O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira (16) que participaria "indiretamente" das cruciais negociações entre Irã e EUA sobre o programa nuclear iraniano, agendadas para esta terça-feira (17) em Genebra. Trump expressou sua crença de que Teerã está disposta a buscar um acordo, afirmando a repórteres a bordo do Air Force One que as negociações seriam "muito importantes".
A tensão em torno das negociações está elevada, com Washington já tendo enviado um segundo porta-aviões para o Oriente Médio. Autoridades americanas indicaram à agência Reuters que as Forças Armadas dos EUA estão se preparando para uma possível campanha militar prolongada, caso as discussões não sejam bem-sucedidas.
Questionado sobre as chances de um acordo, Trump sugeriu que a postura firme anterior do Irã resultou em consequências no verão passado, referindo-se aos ataques dos EUA a instalações nucleares iranianas. Ele indicou que, desta vez, Teerã estaria motivada a negociar, afirmando: "Não acho que eles queiram as consequências de não chegar a um acordo".
Washington mantém a pressão para que Teerã desista do enriquecimento de urânio em seu território, atividade que os americanos consideram um caminho para o desenvolvimento de armas nucleares. Trump lamentou a necessidade de ataques anteriores, mencionando o envio de bombardeiros furtivos B-2 para "destruir seu potencial nuclear", e expressou a esperança de que o Irã demonstre mais razoabilidade agora.
As declarações de Trump contrastam com sua posição anterior na sexta-feira (13), quando se mostrou favorável a uma possível mudança de regime no Irã. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, reuniu-se com o chefe da agência nuclear da ONU em Genebra na segunda-feira (16), declarando na rede social X que buscava "um acordo justo e equitativo", mas enfatizou: "O que não está em discussão: submissão diante de ameaças".
